O Psicanalista Francês
Bernard Golse Alerta
A depressão é uma doença que
atinge de 15% a 20% das mães e preocupa cada vez mais os profissionais da área médica.
O psicanalista francês Bernard Golse, Chefe do serviço de psiquiatria do Hospital Saint
Vincent de Paul, em Paris, e professor de Psiquiatria da Criança e do Adolescente na
Universidade de Sorbonne, fala dos riscos da omissão familiar e mostra como reconhecer os
sinais da doença e como lidar com ela. Também alerta para as conseqüências da
depressão da mãe no desenvolvimento futuro do filho. "Estudos indicam que isso pode
até se transformar em fonte de violência na adolescência", declara o médico.
Segundo o psicanalista a forma mais evidente da depressão materna pós-natal manifesta-se
quando a mulher deixa de se sentir feliz por ser mãe. Quando ela diz: "Não sou uma
boa mãe, não sei o que fazer, tudo é minha culpa, estou triste, não sinto
prazer". Aos poucos, vai se afastando do bebê. E tem dois sentimentos perigosos: a
vergonha e a culpa. Vergonha de estar deprimida e culpa por achar que, como mãe, não tem
direito de estar deprimida.
A depressão ocorre principalmente pelo isolamento da mulher. Se ela puder falar sobre
seus sentimentos, sem medo, já estará se tratando. Se não houver pessoas dispostas a
ajudar, se não puder contar com os pais ou com a família ou se não tiver um companheiro
(pai ou não da criança) há maiores riscos de que desenvolva a depressão pós-parto. As
dificuldades financeiras, a instabilidade do casal e os antecedentes psicológicos da
mulher ou da família ajudam a formação desse quadro.
Algumas correntes dizem que hormônios propiciam a depressão. Mas, por incrível que
pareça existem casos de depressão em mães que adotam crianças. Ao mesmo tempo, é
verdade que há elementos físicos na fisiologia das mães depois do parto. A saída do
bebê do corpo da mãe, o final de toda a alteração hormonal, leva a crer que há uma
vulnerabilidade naquele momento. Mas a biologia não explica tudo. Se não, não teríamos
apenas 15% ou 20% de mães deprimidas, e sim 100%. Já se fala até que homens podem ter
depressão pós-parto. Mas os sinais são muito diferentes. O pai, nesse caso, torna-se
rival do filho. A mãe, que está muito dedicada ao bebê, pode dar ao homem a impressão
de que o pai foi esquecido. Há muitas aventuras extraconjugais do pai nesse período, que
na verdade sinalizam uma possível depressão paterna. Se o casal identificar o problema e
discuti-lo tem chance de amenizar a crise.
A comunidade pode dar uma ajuda fundamental. Independente do atendimento psiquiátrico,
cada país deveria criar suas próprias redes de convivência. No passado, havia
convivência entre mulheres de gerações diferentes. Isso desapareceu da organização
atual da sociedade. As jovens mães devem ouvir a experiência de mulheres mais
experientes, sobre não ser tão fácil assim ter um bebê, que elas não precisam
sentir-se culpadas por terem dificuldades com a maternidade. O papel da família é
crucial.
Depressão Pós-Parto - Essa Desconhecida
Francisca de Moraes, 50 anos, com
uma filha de 25 anos e um filho de 23, hoje olha para trás e vê que teve uma séria
depressão no nascimento do segundo bebê. Na época não percebeu nada do que aconteceu,
ninguém lhe apontou esse problema. Hoje, passado tanto tempo e vendo o que aconteceu
depois é possível para ela contar sua história.
"Eu tinha 25 anos quando nasceu minha primeira filha. Seu nascimento foi a maior
alegria da minha vida, apesar de ser uma cesariana. Era como se o nascimento dela me
assegurasse que eu teria condições de montar uma família diferente da minha. Pai
alcoólatra, mãe emocionalmente infantil, pais separados quando eu tinha 5 anos. Aos 26
anos e meio nasceu meu segundo filho. A gravidez foi tensa, o casamento não estava bem,
entrar na sala de parto foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Nasceu um menino
saudável, bonito. Ele vomitou o colostro. Tive minha primeira crise de síndrome de
pânico. Saí do hospital tomando calmante. Rejeitei-o imediatamente, só vim a
estabelecer algum típico de vínculo com esse filho quando ele tinha 3 meses. Ele mamava
no meu peito e vomitava. Consultei um especialista em recém-nascidos que me assegurou que
ele era perfeito, que tinha um aparelho digestivo perfeito, que eu estava muito ansiosa.
Aos 2 meses passei a dar mamadeira, não agüentava mais dar o peito, vê-lo vomitando e
me sentindo rejeitada. Aos 3 meses ele teve bronquite, aos 6 meses teve sarna, rejeitou o
leite de vaca e passou a tomar leite de soja. Teve uma crise de asma e precisou tomar
adrenalina para que a medicação fizesse efeito, nessa fase passou a tomar injeções de
gamaglobulina 1 vez por semana. Só veio a falar claramente depois dos 4 anos de idade.
Aos 5 anos eu e meu marido nos separamos. O pai casou de novo e teve mais três filhos.
Meu filho desenvolveu comportamentos agressivos, anti-sociais, ia mal na escola, repetiu
de ano algumas vezes e não se formou. Tinha aulas particulares, entendia tudo o que a
professora explicava quando tinha prova ficava tenso e tirava zero.
Vendo esse quadro todo na minha frente, hoje, passados 23 anos vejo quão forte foi a
minha depressão e o preço que o meu filho pagou por isso. Entendo que no primeiro parto,
no nascimento da menina achei que estava tudo bem, que a minha história familiar difícil
seria esquecida. No segundo parto, no nascimento do menino não foi mais possível negar
as minhas dificuldades emocionais e a depressão atacou com toda força.
Ao meu redor, se alguém percebeu o quadro não conseguiu me ajudar. Meu marido, minha
mãe, minha sogra, meu pai, o pediatra, o obstetra, a vizinha
Eu só enxerguei tudo isso porque enxerguei finalmente os resultados, fiz terapia e
freqüentei salas de auto ajuda. Se hoje eu visse alguma mãe com esse mesmo comportamento
denunciaria a doença e recomendaria terapia e salas de auto-ajuda (que são grátis) onde
ela poderia falar livremente dos seus medos."
Variações
Sobre o Tema da Depressão Pós-Parto
Os sintomas da depressão não são
iguais para todas as mulheres. Existe uma forma camuflada, não identificada, que é a
mais grave. A mulher não a manifesta, porque não tem consciência de que está
deprimida. Expressa esta depressão através do corpo: estará sempre cansada ou, ainda,
pode camuflar a doença desenvolvendo mil atividades ao mesmo tempo. Essa forma de
depressão, inconsciente, é perigosa porque ninguém reconhece como doença.
Sabemos hoje que uma criança que viveu em ambiente depressivo terá dificuldades no seu
desenvolvimento. Um filho de mãe deprimida não terá segurança para explorar o mundo.
Terá problemas para utilizar seu potencial de entendimento e dificuldades para
desenvolver seu apego com a mãe. Poderá, mais tarde, até ter dificuldades de
relacionamento sexual. Enfrentará problemas para administrar suas emoções, sobretudo
sua agressividade.
Sabe-se que filhos de mães deprimidas podem ter problemas com hiperatividade. Entretanto,
é preciso deixar claro: não se trata de colocar a culpa na mãe. O maior risco à saúde
da criança é psicológico, mas ela pode manifestar sintomas corporais e comportamentais,
como dor de cabeça, dor de barriga, agitação, pesadelo, anorexia (perda de apetite).
Segundo o dr. Bernard Goose, professor de Psiquiatria na Criança e do Adolescente na
Universidade de Sorbonne, na França, é importante que a mãe perceba seus sentimentos
ambivalentes e que possa exterioriza-los. Que seja acolhida pelo seu meio, marido, pais,
amigos, vizinhos, pela sociedade em que vive. Muitas vezes uma terapia ajuda durante essa
fase crítica.
Assadura
Inflamação na pele, geralmente no bumbum do bebê, a assadura é causada pela
liberação de amônia das fezes e urina. O problema é mais comum aos bebê que ficam
muito tempo com fraldas sujas. Uma outra provável causa é a alergia ao sabão em pó ou
amaciante de roupas usado na lavagem das fraldas. Parecida à candidíase, a assadura pode
espalhar-se pelo corpo e afetar a pele do bebê em volta do ânus.
Os sintomas principais são: pele avermelhada, manchas mais escuras e cheiro de amônia na
fralda.
O que fazer?
passe uma pomada de assaduras no bumbum do bebê a cada troca;
aumente o número de troca de fraldas, limpando e secando bem o
local
quando possível, deixe o bebê com a fralda aberta
não use calças plásticas até que a assadura desapareça
procure um médico se a assadura durar mais que dois dias.
Blefarite
Inflamação nas pálpebras, a blefarite deixa-as vermelhas e purulentas. Algumas
crianças com caspas adquirem facilmente a doença.
O que fazer?
molhe um chumaço de algodão numa solução composta por uma
colher de sal ou bicarbonato de sódio, num copo de água pré-fervida. Limpe duas vezes
ao dia as pálpebras da criança
procure um médico rapidamente
Brotueja
O calor excessivo pode causar uma
erupção na pele do bebê, conhecida como brotueja. Em geral aparece nas dobras da pele,
local onde o suor se acumula.
O que fazer?
o bebê deve dormir somente com fralda e camiseta
após o banho, coloque um pouco de talco para absorver o suor
se a temperatura da criança estiver elevada, dê um antitérmico
recomendado pelo pediatra
procure um médico se o problema persistir
Catapora
As erupções causadas pela
catapora, doença infecciosa, costumam coçar muito. O prurido aquoso e pontos vermelhos,
principalmente no peito, barriga e nas costas incomodam a criança, fazendo com que elas
fiquem inquietas.
O que fazer?
dê muito líquido
dê um antitérmico recomendado pelo pediatra
mantenha seu filho longe de adultos e idosos, pois a catapora
pode causar herpes nessas pessoas
Caxumba
Infecção que incha as glândulas parótidas, a caxumba faz com que as bochechas da
criança pareçam maiores. Em meninos há o risco de inflamação nos testículos. Os
sintomas mais freqüentes são: dor ao mastigar, febre, sensibilidade em um dos lados do
rosto, dor ao abrir a boca, garganta inflamada, dor ao engolir e boca seca.
O que fazer?
dê um antitérmico recomendado pelo pediatra
dê muito líquido e se houver dor para engolir, providencie uma
alimentação líquida (sopas, vitaminas, etc.)
uma bolsa de água morna sobre o travesseiro ajudará a diminuir
o inchaço
procure um médico para o acompanhamento do caso
Conjuntivite
Inflamação da membrana que reveste os olhos, a conjuntivite é causada por vírus ou
bactéria, que deixa as pálpebras grudadas. Os sintomas mais freqüentes são: olhos
inchados, sensação de areia nos olhos, descarga de pus e pálpebras grudadas ao acordar.
O que fazer?
limpe os olhos da criança com uma solução composta de sal
diluído em água pré-fervida. Para isso, utilize um algodão umedecido na solução.
consulte um médico rapidamente
Conjuntivite
Neonatal
Infecção dos olhos, a
conjuntivite neonatal é causada pela entrada de sangue ou outros líquidos nos olhos do
bebê no parto. Os sintomas são: pálpebras grudadas ao acordar e pus no canto interno
dos olhos.
O que fazer?
limpe os olhos do bebê com algodão umedecido em água morna
pré-fervida;
não deixe resíduos do algodão nos olhos do bebê;
procure um médico se o problema persistir por mais de três dias
após o nascimento do bebê.
Coqueluche
Uma das doenças infantis mais graves, a coqueluche caracteriza-se por uma tosse forte e
persistente. Altamente infecciosa, convêm manter a criança afastado do convívio de
outras não imunizadas. Um dos problemas sérios da coqueluche é o desenvolvimento de uma
infecção secundária, como bronquite e pneumonia. Por esta razão é necessário o
tratamento adequado para que os sintomas possam abandonar rapidamente a criança. No caso
de bebês, o cuidado deve ser dobrado, pois eles podem não conseguir respirar
adequadamente após um acesso de tosse.
O que fazer?
durante os acessos de tosse, incline o tronco da criança
levemente para a frente
se a criança vomita após as refeições, motivada pelo excesso
de tosse, alimente-a com pequenas porções, em intervalos menores
consulte um pediatra o quanto antes para que ele possa prescrever
a medicação adequada.
Convulsões
Quando a temperatura do bebê sobe rapidamente uma das possíveis conseqüências pode ser
a convulsão, que faz a criança perder a consciência, ficar rígida ou movimentar-se de
maneira irregular.
O que fazer?
coloque a criança no chão e não tente restringir seus
movimentos
procure um médico assim que a convulsão passar
Crosta Pardacenta
Mais conhecida como crosta láctea,
caracteriza-se por uma irritação escamosa, cor avermelhada, na cabeça do bebê. Apesar
da aparência não incomoda o bebê.
O que fazer?
para soltar as escamas, passe óleo de amêndoa na cabeça do
bebê, deixe durante 24 horas, depois penteie delicadamente para soltá-las
lave a área apenas com sabonete neutro
se o problema persistir, consulte um médico para que ele possa
prescrever uma medicação adequada.
Diarréia
Fezes muito líquidas, esverdeadas e durante várias vezes ao dia podem ser sinal de
diarréia, uma doença que requer rapidez no tratamento para que a criança não entre em
processo de desidratação.
O que fazer?
dê bastante água ao bebê
se está amamentando, entre as mamadas dê água fria
pré-fervida
se o problema persistir, procure um médico.
Difteria
(Crupe)
Inflamação que incha laringe, o crupe faz com que a criança tenha dificuldade em
respirar. A tosse rouca, dificuldade e som alto na respiração são os sintomas mais
freqüentes.
O que fazer?
tranqüilize a criança, pois o nervosismo pode dificultar ainda
mais a respiração
mantenha o ar úmido com a ação de um vaporizador ou vasilha
com água fervendo dentro do quarto
almofadas nas costas
procure um médico o mais rápido possível
Febre
Motivo de preocupação para os país, a febre infantil não deve ser encarada como uma
doença e sim como resposta a uma infecção. A temperatura normal de uma criança pode
variar entre 36 e 37,5 graus, dependendo do horário do dia. Mais de 38 graus é motivo de
alerta, pois indica que o sistema imunológico está lutando contra um agente agressor.
Vale lembrar que a simples exposição de crianças, principalmente bebês, a ambientes
quentes ou ao sol, pode provocar a elevação de temperatura, que nada tem a ver com o
processo infeccioso.
O que fazer?
dê um banho morno na criança
optar por ambientes arejados para colocar o bebê
faça a criança ingerir bastante líquido
dê um antitérmico recomendado pelo pediatra (bebês com mais de
três meses)
se em meia hora de descanso e após tomar os cuidados descritos a
febre persistir, procure um médico.
Gripe
Causada por diferentes vírus, a
gripe é uma doença infecciosa que causa elevação de temperatura, dor de cabeça, nariz
escorrendo, tosse, inflamação na garganta, entre outros sintomas. Em alguns casos, a
gripe pode evoluir para uma bronquite ou pneumonia, por isso é importante tratar
rapidamente.
O que fazer?
dê muito líquido à criança
se necessário, dê um antitérmico recomendado pelo pediatra
(crianças com mais de três meses)
procure um pediatra
durante a consulta, pergunte ao médico sobre as vacinas contra a
gripe.
Hipertermia
Nesse caso, o bebê torna-se inquieto, pele quente e suada, além de temperatura elevada.
Para evitar a hipertermia, o ideal é vestir o bebê de acordo com o tempo.
O que fazer?
levar o bebê para um lugar mais fresco;
vista o bebê com roupas leves
se a temperatura da criança estiver elevada, dê-lhe um banho de
água morna
se o problema persistir, procure um médico.
Hipertensão
Infantil
A hipertensão infantil está,
geralmente, associada a outros problemas de saúde que podem ter origem renal,
cardiovascular ou endocrinológica. Exames como sangue, urina, ultra-sonografias, entre
outros, são fundamentais para que o pediatra possa investigar a causa do problema.
Discuta com o pediatra a alimentação mais adequada para controlar o problema. Sal em
excesso é terminantemente proibido, mas verduras, legumes e frutas estão liberadas para
compor o cardápio do pequeno.
Hipotermia
A hipotermia faz com que o bebê
não tenha uma regulagem de temperatura normal. A criança fica com frio, o corpo perde
temperatura e sofre resfriamento rápido. Os bebê prematuros estão mais vulneráveis ao
problema.
O que fazer?
quando o hipotermia se manifesta, não adianta encher a criança
com roupas. O ideal é amamentá-lo e levá-lo para o cômodo mais quente da casa;
se o bebê estiver com temperatura inferior a 35 graus, procure
um médico imediatamente
Infecção no Ouvido Externo
Quando a pele que reveste o canal
auditivo fica inflamada, há uma infecção no local, que pode causar dores. Os sintomas
são: dor no ouvido, principalmente quando a criança deita sobre o local, vermelhidão no
canal, corrimento no ouvido e coceira dentro do ouvido.
O que fazer?
dê um analgésico recomendado pelo médico
cuidado para que na hora do banho não entre água no ouvido
procure um médico para que ele possa prescrever a medicação
adequada.
Atenção!!! O acúmulo de cera no ouvido da criança pode causar a sensação de
surdez ou entupimento. Limpe a cera visível com um algodão limpo, mas jamais enfie o
algodão no ouvido. Se este procedimento não for o suficiente, procure um pediatra.
Oitite (Dor de Ouvido)
É uma infecção bacteriana ou
viral do ouvido médio. Cálculos de pesquisas americanas dão conta que 75% das crianças
padeçem desta doença, pelo menos uma vez ao longo dos três primeiros anos de vida.
O choro intenso, irritação, dificuldade para dormir, falta de apetite, febre e
irritação são alguns dos sintomas da oitite que faz com que a criança vire a cabecinha
para o lado ou puxe uma das orelhas. A diminuição da audição também pode ocorrer,
para comprovar basta prestar atenção se a criança passa a aumentar o som da tevê ou
senta-se muito perto do aparelho, além é claro de não responder quando é chamada.
O que Fazer?
Para aliviar a dor é recomendado fazer uma compressa quente, aquecendo-se uma fralda
no ferro e colocando-a sobre o ouvido da criança. Isso ajuda a reduzir a dor, no entanto
não é aconselhável pingar remédios ou introduzir substâncias no ouvido da criança.
Outra opção é dar um analgésico, de acordo com a dosagem recomendada pelo pediatra.
Resfriado
O resfriado é causado por uma
infecção que provoca irritação no nariz e na garganta. Embora não seja grave, em
bebês e crianças deve ser tratado imediatamente para evitar complicações futuras.
Os sintomas mais freqüentes de resfriado são: tosse, temperatura um pouco elevada,
garganta inflamada e nariz escorrendo ou tapado.
O que fazer?
se o bebê estiver com febre dê um antitérmico recomendado pelo
pediatra (crianças acima de três meses)
dê bastante líquido, mas não force a criança a comer se ela
não estiver com fome
procure um pediatra
Rubéola
Doença infecciosa, a rubéola
provocará na criança, nos primeiros dias, os mesmos sintomas de um resfriado. Após o
terceiro dia, aparecerão as manchas rosadas - primeiro no rosto - e depois em todo o
corpo. No quarto ou quinto dia a erupção começa a desaparecer e já no décimo dia não
há mais infecção.
O que fazer?
dê um antitérmico recomendado pelo pediatra
dê muito líquido à criança
meça a temperatura pelo menos duas vezes ao dia
procure um pediatra
Vale lembrar que enquanto seu filho estiver com rubéola é recomendável mantê-lo
afastado de gestantes, pois apesar de não ser uma doença grave, pode causar danos ao
feto.
Sapinho (Candidíase)
Um fungo existente na boca e no
intestino é o causador da candidíase ou sapinho. Normalmente controlado por bactérias,
a doença se multiplica, produzindo uma erupção dolorosa. Algumas vezes pode se alastrar
pelo intestino, causando erupções ao redor do ânus. Sintomas: placas de pele mole e
esbranquiçadas, soltas parcialmente no interior das bochechas, língua ou céu da boca,
relutância em comer devido à dor.
O que fazer?
com um lenço limpo, faça a assepsia do local
dê à criança alimentos fáceis de ingerir
se estiver amamentando continue, entretanto tenha um cuidado
especial com a limpeza no seio
procure um médico imediatamente.
Sarampo
Erupções na pele, tosse e febre são os sintomas mais freqüentes do sarampo, uma
doença infecciosa que geralmente deixa a criança na cama. Do sexto ao sétimo dia a
erupção vermelho escuro começa a sumir e os sintomas desaparecem.
O que fazer?
medir a temperatura pelo menos duas vezes ao dia
dê muito líquido
se os olhos estiverem inflamados, limpe-os com um algodão
molhado em água fria
dê um antitérmico recomendado pelo médico
Terçol
Inflamação dolorosa e purulenta nas pálpebras, o terçol é causado por uma infecção
na base do cílio. Os sintomas mais freqüentes são: ponto cheio de pus no meio da
inflamação e pele vermelha em volta da pálpebra.
O que fazer?
faça compressa com um chumaço de algodão embebido em água
morna pré-fervida, pelo menos três vezes ao dia
quando o terçol arrebentar, limpe-o com cuidado, usando o
chumaço de algodão molhado em água pré-fervida
procure um médico se o problema persistir
Vômitos
É perfeitamente normal devolver um pouco do leite após a mamada, mas se o volume
devolvido for intenso, é possível que o bebê esteja vomitando. O vômito permanente
pode estar ligado a problemas de gastrenterite, um problema sério que requer cuidados
médicos. Se a criança mostra fome o tempo todo, mas depois da mamada vomita, pode estar
com estenose pilórica, doença grave que provoca bloqueio no estômago.
O que fazer?
interrompa a mamadeira por 24 horas, passando a dar ao bebê
água fria, pré-fervida ou ainda uma solução de glicose, composta por três colheres de
chá de glicose em 200 ml de água
nos dias posteriores, dê uma alimentação leve, da seguinte
forma:
1. No primeiro dia use um quarto da medida normal de leite em pó, na quantidade de água
normal
2. No segundo dia use metade da medida normal de leite
3. No terceiro dia use três quartos da medida normal de leite
4. No quarto dia volte a dar as medidas costumeiras.
se o bebê continuar vomitando, procure imediatamente um médico.
Alerta: a Depressão não Poupa Nem as
Crianças
Dados divulgados pela Organização
Mundial da Saúde (OMS), endossados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP),
constataram que 20% das crianças brasileiras sofrem de depressão infantil. A doença ,
que acomete até mesmo os recém-nascidos, provoca traumas profundos que acompanham o
indivíduo até a fase adulta. Nos bebês, os sintomas mais frequentes são distúrbios no
sono, dificuldade de alimentar-se e apatia .
O diagnóstico é difícil já que os sintomas - apatia, insônia e comportamentos
autodestrutivos, entre outros - passam, muitas vezes, despercebidos pelos pais. De acordo
com a SBP o problema torna-se mais sério ainda quando há necessidade do uso de
medicamentos antidepressivos, drogas perigosas que podem interferir na maturação do
cérebro, sem contar os possíveis danos ao sistema cardiológico e nervoso.
Especialistas apontam a prevenção como uma das principais armas contra a depressão
infantil. A gestante, por exemplo, deve fazer um trabalho preventivo que crie um vínculo
com o bebê. Em geral, a depressão em bebê decorre da sua relação com a mãe ou ainda
por problemas genéticos. A depressão pós-parto pode ser um fator determinante para
gerar depressão, também, no filho. Estudos ingleses indicam bebês de mães depressivas,
após 10 anos, apresentavam dificuldades de aprendizado e baixo índice de sociabilidade.
As estatísticas apontam que cerca 15% das mães têm depressão pós-parto
(oficialmente), 35% tem a doença de maneira mascarada e nos bebês, a depressão chega a
50%.
Alternativa contrária ao uso de medicamentos antidepressivos, a terapia surge com a
possibilidade de trabalhar todos os meandros psicológicos da depressão. O trabalho visa
anular o comportamento autodestrutivo e despertar na criança o interesse pela vida,
através da compreensão da causa do seu sofrimento. Este processo pode ser feito
"brincando", através da ludoterapia.
Tratamento para o Nanismo
A acondroplasia, conhecida
popularmente como nanismo é uma doença genética que provoca alterações ósseas,
fazendo com que a criança apresente baixa estatura, membros curtos e aumento do
perímetro cefálico.
O tratamento, realizado geralmente com a utilização de hormônio de crescimento, tem se
mostrado ineficaz em alguns casos. O acompanhamento de uma equipe multidisciplinar
composta por pediatra, neurologista, ortopedista, geneticista, endocrinologista, entre
outros, é uma excelente alternativa e pode indicar caminhos para amenizar o problema.
No caso da utilização de técnicas de alongamento ósseo, realizada por cirurgias
ortopédicas é necessário a avaliação de vários profissionais.